ODS 3 · ONU

O que está no seu prato pode estar adoecendo você.

Os defensores agrícolas presentes nos alimentos são uma ameaça invisível à saúde e bem-estar de milhões de pessoas. O Saúde em Ação existe para mudar isso.

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Como está seu dia?

Registre o que você comeu, conheça cada alimento e marque os cuidados que já faz. Sem cobrança, no seu ritmo.

Conheça a nossa proposta:

Alerta vermelho

Você está comendo veneno — e nem percebe.

O Brasil é o maior consumidor mundial de defensores agrícolas. Despejamos mais de 540 mil toneladas por ano nas lavouras — e os resíduos chegam ao seu prato, à sua água e ao corpo do seu filho. Os efeitos são lentos, silenciosos e irreversíveis.

1 em 5

amostras da Anvisa têm resíduos acima do permitido ou defensores agrícolas proibidos no país.

34.000

brasileiros intoxicados por defensores agrícolas a cada ano segundo o SUS — e estima-se 50× mais casos não notificados.

7 em 10

amostras de leite materno analisadas no PR/MT tinham resíduos de defensores agrícolas (UFMG/Fiocruz).

+20

defensores agrícolas usados no Brasil são proibidos na União Europeia por causarem câncer e mutações.

Fontes: Anvisa (PARA), INCA, Fiocruz, IDEC e Faculdade de Medicina da UFMG.

O problema

Defensores Agrícolas: um veneno que chega à mesa.

O Brasil é um dos maiores consumidores mundiais de defensores agrícolas. A cada ano, mais de 540 mil toneladas são despejadas nas lavouras — e parte significativa permanece nos alimentos que consumimos diariamente.

Esses produtos químicos foram associados a intoxicações agudas, doenças crônicas, distúrbios hormonais, problemas neurológicos e diversos tipos de câncer, segundo o INCA, a Anvisa e o Ministério da Saúde. Mais de 30% dos defensores agrícolas usados no Brasil estão proibidos na União Europeia.

20%

das amostras analisadas pela Anvisa apresentam resíduos acima do permitido ou de substâncias proibidas.

+540 mil t

de defensores agrícolas consumidos por ano no Brasil — campeão mundial.

34 mil

notificações anuais de intoxicação por defensores agrícolas no SUS.

Nosso compromisso

Alinhados à ODS 3 da ONU

"Assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar para todos, em todas as idades." É a partir dessa meta global que o Saúde em Ação nasceu — informar é o primeiro passo para transformar.

Reconhecer o risco

Saber quais alimentos têm maior contaminação e quais defensores agrícolas estão envolvidos.

Proteger a saúde

Reduzir a exposição com escolhas conscientes, lavagem correta e preferência por orgânicos.

Agir coletivamente

Pressionar por políticas públicas e apoiar a agricultura familiar e agroecológica.

Impactos comprovados na sua saúde

O preço silencioso dos defensores agrícolas

A exposição contínua, mesmo em pequenas doses, é cumulativa. Os efeitos aparecem ao longo dos anos — e podem destruir vidas inteiras. Confira, com base em estudos do INCA, UFMG, Fiocruz e Ministério da Saúde, o que o veneno faz com o corpo humano:

Câncer

O INCA reconhece os defensores agrícolas como fator de risco para leucemia, linfomas não-Hodgkin, câncer de próstata, mama, cérebro, pulmão, fígado e estômago. Crianças expostas têm até 7× mais risco de leucemia.

Sistema nervoso

Organofosforados e carbamatos atacam o cérebro: estão ligados a Parkinson, Alzheimer precoce, depressão grave, ansiedade, suicídio e perda de memória em adultos. Em crianças, causam déficit cognitivo permanente.

Gestação e bebês

Atravessam a placenta e contaminam o leite materno. Estão associados a abortos, malformações congênitas, microcefalia, autismo, puberdade precoce e infertilidade futura.

Sistema hormonal

São desreguladores endócrinos: alteram tireoide, testosterona e estrógeno, causando infertilidade, obesidade, diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares mesmo em jovens.

Fígado e rins

O corpo precisa metabolizar o veneno todos os dias. O resultado: hepatite tóxica, cirrose não-alcoólica e insuficiência renal crônica em pessoas cada vez mais jovens.

Intoxicação aguda

Náusea, vômito, tontura, convulsão, parada respiratória e morte. O SUS registra 34 mil casos/ano — e a OMS estima que para cada notificação existam até 50 casos invisíveis.

Não existe "dose segura"

Pesquisadores da Faculdade de Medicina da UFMG alertam: "os efeitos dos defensores agrícolas sobre a saúde humana só serão percebidos no futuro". Ou seja — o câncer, o Parkinson e a infertilidade que aparecerão daqui a 10, 20, 30 anos estão sendo plantados no prato de hoje.